
BAIXO EGITO
A região do Baixo Egito abrange a costa mediterrânea do país e o Delta do Nilo. Aqui situa-se a cidade do Cairo. Uma mistura de moderno e antigo, a vasta capital egípcia é uma das maiores cidades da África e do Oriente Médio.
É o ponto de partida perfeito para visitar as famosas Pirâmides de Gizé, que datam de 2550 a 2490 a.C., bem como o menos conhecido Complexo da Pirâmide de Saqqara, localizado ao sul da capital.
Alexandria é outra cidade famosa, a segunda maior do país. Esta cidade portuária ainda em funcionamento tem uma história rica: é aqui que a famosa Grande Biblioteca de Alexandria está localizada. Existem muitos outros pontos turísticos, no entanto, como a Necrópole Mostafa Kamel e a imponente Cidadela de Qaitbay.
Em outro lugar, Port Said é o lar do famoso Farol de Port Said, construído na França, e é a entrada do Canal de Suez.
O norte do Egito é chamado de Baixo Egito, porque as terras estão numa altitude menor, e o Rio Nilo corre do Sul para o Norte, terminando no chamado Delta do Nilo.
MÉDIO EGITO
Uma grande região do país que abrange as margens do Nilo de Beni Suef no norte a Ques no sul. Você encontrará uma variedade de vilas e cidades ao longo do caminho, que funcionam como pontos de parada perfeitos para explorar os pontos turísticos enquanto você avança.
Beni Suef é uma cidade produtora de algodão (e tapete) com muitas mansões atraentes espalhadas por suas ruas. Beni Hasan, nas proximidades, é uma pequena vila, ao sul de Minya, na margem oriental. Aqui você encontrará tumbas de penhasco intrigantes com vista para o rio. A Necrópole de Beni Hasan consiste de 39 tumbas no total, da 11ª à 12ª Dinastias (2134 a 1802 a.C).
ALTO EGITO
Situada ao longo da margem sul do Nilo, entre Aswan e Luxor, esta é uma região histórica do Egito repleta de maravilhas antigas.
Aswan é uma cidade relativamente tranquila e local de pedreiras. Era vista pelos antigos egípcios como a porta de entrada para a África. É em Aswan que você pode ver o Obelisco Inacabado, o maior obelisco antigo conhecido - ele foi esculpido diretamente na rocha.
Abu Simbel - perto da fronteira com o Sudão - é um dos principais pontos turísticos do Alto Egito, com estátuas colossais de Ramsés II.
O campeão indiscutível desta região, no entanto, é Luxor, dividida entre as margens leste e oeste do Nilo. No leste estão a cidade principal, os museus e o Templo de Karnak. No oeste está o Vale dos Reis - um incrível complexo de tumbas de templos. O mais famoso de todos é o túmulo de Tutancâmon.
Abydos é outro local histórico famoso com incríveis relevos por toda parte. É o local do Templo de Seti I, que foi o pai de Ramsés, o Grande. Aqui também está o Templo de Ramsés II e a Tumba de Osíris.






DESERTO OCIDENTAL
No oeste do Egito, a região do Deserto Ocidental há muito é associada à morte. Os antigos egípcios acreditavam que, no final de cada dia, o deus do sol Rá ia morrer ali. Hoje, embora não seja tão dramático, ainda está associado ao perigo.
A área é caracterizada por muito deserto, com cinco grandes cidades oásis que podem ser visitados. Siwa, perto da fronteira com a Líbia e centralizada em torno de um lago, é cercada por tamareiras e oliveiras e tem um charmoso centro histórico.
Bahariyya é outra cidade oásis, a mais próxima do Cairo, é um excelente local para organizar safáris no deserto, pois há muita vida selvagem na área circundante.
COSTA DO MAR VERMELHO
Também conhecida como “Riviera do Mar Vermelho”, a área é conhecida por seus longos trechos de praia, pontos de mergulho incrivelmente claros e muitos resorts. Como seria de esperar, a costa do Mar Vermelho compreende a costa oriental do Golfo de Suez.
Um dos principais destinos é Hurghada. O que antes era uma pequena vila de pescadores é agora um destino popular para turistas internacionais, que vêm aqui para desfrutar de hotéis à beira-mar e excursões aos recifes de coral no mar.
SINAI
A Península do Sinai, localizada entre o Golfo de Suez e o Golfo de Aqaba, com o Mar Vermelho próprio ao sul, é, em sua maior parte, desabitada, exceto pelos assentamentos beduínos. No entanto, a costa leste ao longo do Golfo de Aqaba é outra história.
Isso porque aqui existem alguns dos melhores pontos de mergulho do mundo. Recifes e maravilhas marinhas são abundantes, assim como cidades turísticas. Sharm el-Sheikh é o mais famoso. Ao Norte fica Dahab, um ponto de encontro alternativo para quem procura evitar multidões de turistas, com praias isoladas.
Longe das praias, existem alguns pontos turísticos importantes para judeus, cristãos e muçulmanos: é no Monte Sinai que Abraão teria recebido os Dez Mandamentos.
Alexandria
A cidade de Alexandria, segunda cidade maior do Egito, conhecida como "A Pérola do Mediterrâneo", foi fundada por Alexandre o Grande, no ano de 332 a.C., e logo se tornou o principal porto do norte. Localizada no delta do rio Nilo, numa colina que separa o lago Mariotis do mar Mediterrâneo, foi o principal centro comercial da antiguidade.
A cidade é disposta ao redor de Midan Saad Zaghoul, a grande praça que vai até a margem d'água. O porto foi construído com um imponente quebra-mar que chegava até a ilha de Faros, onde foi erguido o famoso Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
Sua localização privilegiada, na encruzilhada das rotas da Ásia, da África e da Europa, transformou a cidade num lugar ideal para concentrar a arte, a ciência e a filosofia do Oriente e do Ocidente. A cidade tem uma atmosfera mediterrânea, e não muito do meio-oriente; essa diferença de ambiente e herança cultural a distância do resto do país, embora esteja apenas a 225km do Cairo.
Cenário para a relação tempestuosa entre Cleópatra e Marco Antonio, Alexandria também foi o centro do conhecimento no mundo antigo. Mas a antiga cidade decaiu, e quando Napoleão lá chegou e deparou-se com uma aldeia pesqueira escassamente povoada.










BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA: a antiga biblioteca, que se acreditava reunir a maior coleção de livros do mundo antigo, foi fundada por Ptolomeu I Sóter, rei do Egito, no século IV a.C. e elevou a cidade ao nível de importância cultural de Roma e Atenas. De fato, após a queda do prestígio de Atenas como centro cultural, Alexandria tornou-se o grande polo da cultura helenística. Todo manuscrito que entrava no país (trazido por mercadores e filósofos de toda parte do mundo) era classificado em catálogo, copiado e incorporado ao acervo da biblioteca. No século seguinte à sua criação, ela já reunia entre 500 mil e 700 mil documentos. Além de ser a primeira biblioteca no sentido que conhecemos, foi também a primeira universidade, tendo formado grandes cientistas, como os gregos Euclides e Arquimedes. Os eruditos encarregados eram considerados os homens mais capazes de Alexandria na época. Zenódoto de Éfeso foi o bibliotecário inicial e o poeta Calímaco fez o primeiro catálogo geral dos livros. Seus bibliotecários mais notáveis foram Aristófanes de Bizâncio (257-180 a.C.) e Aristarco da Samotrácia (217-145 a.C.). Segundo a lenda, a biblioteca foi destruída pelo fogo em três ocasiões: em 272 d.C. por ordem do imperador romano Aureliano; em 391, quando o imperador Teodósio I arrasou-a juntamente com outros edifícios pagãos, e em 640 pelos muçulmanos, sob a chefia do califa Omar I (581-644).
Cerca de 1300 anos depois o governo egípcio, em estreita colaboração com a UNESCO, decidiu construir uma nova biblioteca em Alexandria que possa vir a constituir um importante foco de cultura, educação e ciência. A biblioteca reconstruída foi aberta ao público em outubro de 2002, e contém por volta de 400 mil livros. Seu sofisticado sistema de computadores permite ainda ter acesso a outras bibliotecas. A coleção principal destaca as civilizações do Mediterrâneo oriental. Com espaço para 8 milhões de livros, a Biblioteca de Alexandria procura realçar ainda mais a importância dessa antiga cidade.
CITADEL OF QAITBAY: essa fortaleza construída por Mameluke Sultan Al-Ashraf Qaitbay está exatamente sobre as fundações do antigo Farol, que foi destruído pelo terremoto de 1375 a.C. O farol tinha cerca de cinco vezes a altura da fortaleza, ou seja, 100m de altura. Dentro da fortaleza existe uma mesquita, e como uma exceção, essa não está virada para Meca.
CATACUMBAS DE KOM ASH-SHUQQAFA: maior cemitério romano conhecido no Egito, e consistem em três fileiras de tumbas, câmaras e corredores. Elas foram feitas no século II d.C e depois ampliadas para sepultar mais de 300 corpos. Há uma sala de banquete onde seria prestada uma homenagem póstuma ao falecido, na forma de um banquete funerário.
PILAR DE POMPEI: é uma coluna maciça de granito rosa com 25 metros de altura e 9 metros ao redor de seu cinturão. Quando os Cruzados cristãos vieram para o Egito, eles creditaram isto a Pompei, porém o pilar é parte das ruínas do grande Serapeum. O pilar foi erguido em 297 d.C no centro do templo para Diocleciano, e quando os Cruzados vieram 100 anos depois, destruíram o Serapeum e a biblioteca de Cleópatra, deixando somente o pilar de pé.
MUSEU GRECO-ROMANO: contém relíquias que datam do século III a.C. Há uma escultura, feita em granito negro, magnífica, de Apis, o touro sagrado adorado pelos egípcios, e há múmias, sarcófagos, cerâmica, jóias e tapeçarias antigas.
ANFITEATRO ROMANO: só foi redescoberto recentemente e é o único anfiteatro que os romanos construíram no Egito. Há 13 terraços de mármore brancos dispostos ao redor da arena, e eles estão em condições excelentes. Os trabalhos de escavação ainda estão em andamento, ainda que a direção tenha mudado para o norte do teatro.
MONTAZAH SUMMER PALACE: construído originalmente em 1892, era local de repouso no verão da Família real do Egito.
Aswan
Aswan, a antiga Siene, do termo egípcio Suenet, que significa “mercado”, situada à beira do rio Nilo, 880 km ao sul do Cairo e 210 km ao sul de Luxor, pouco acima do Trópico de Câncer, foi durante muito tempo entreposto comercial entre as regiões norte e leste da África.
Comercializavam-se marfim, ébano, ouro, especiarias, borracha, penas de avestruz, peles de animais, camelos e escravos. Pela proximidade com o Sudão e a África negra, tem uma cultura peculiar, que transparece no ritmo dos tambores, nas roupas e na cor da pele da população. Era o centro mais longínquo do império dos faraós e durante o período colonial (séculos XIX e XX). Aswan, cidade da guarnição conhecida antigamente como Sunt, foi importante aos primeiros cristãos cópticos.
Embora haja ruínas faraônicas importantes, especialmente o Templo de Ísis (Philae) e a Ilha Elefantina (primorosamente restaurada por um grupo de arqueólogos alemães e belgas), a grande atração é, mais uma vez, o Nilo. Em Aswan, o rio está em um de seus trechos mais bonitos, devido às corredeiras existentes e à concentração de granito preto e rosa. Aliás, de Aswan partia o granito utilizado nas colossais colunas não só dos templos faraônicos como dos fabulosos templos romanos, cujas ruínas podem ser vistas no Líbano e na Síria.
A estrada de Luxor a Aswan oferece belas cenas da vida tradicional à beira do Nilo: camponeses de túnicas, animais puxando arados, tamareiras, campos exuberantemente verdes.
Das mesquitas iluminadas, ouvem-se as orações. Nos cafés, homens vestidos com camisas e calça ou longas túnicas de algodão tomam chá. Curiosamente, as únicas mulheres vistas nesses cafés são turistas.





REPRESA DE ASWAN: A Grande Represa, em árabe Saad el-Ali, encontra-se 7 km mais acima de Aswan e é uma das obras de engenharia hidráulica mais imponentes já realizadas: um muro de 115 metros de altura por 3600 de largura, erguido entre 1960 e 1971 - é um obstáculo incontornável. Para sua construção foram necessários 43 milhões de metros cúbicos de material, 16 vezes o volume da pirâmide de Quéops. Ali represado, o Nilo forma um lago imenso que inunda 350 km do território egípcio e 150 km do vizinho Sudão. É considerada a última obra faraônica do Egito e foi construída por um governante mais populista e militarizado que seus distantes antecessores (não antepassados), chamado Gamal Abdul Nasser. Além de gerar energia para o país, suas águas aumentaram em 2 milhões de quilômetros quadrados a área cultivável do país. O Lago Nasser tem capacidade de 164 milhões de metros cúbicos de água. O que, se de um lado, diminuiu a pobreza do Egito, de outro, soterrou uma incalculável quantidade de tesouros arqueológicos.
AGA KHAN MAUSOLEUM: foi construído em torno da sepultura de Aga Khan III, que morreu em 1957. Ele era bastante rico e poderoso, em seu aniversário de 1945 ele distribuiu diamantes para seus seguidores. O mausoléu permaneceu aberto até 2000. Ninguém sabe quando reabrirá.
GRANITE QUARRIS: Existem diversos blocos de granito do tempo dos faraós ao redor de Aswan. O mais visitado é um grande obelisco com 42 metros. Quando uma rachadura apareceu no granito o trabalho foi abandonado. É uma excelente maneira de ver como os egípcios extraíam os obeliscos da pedra.
Cairo
Cairo é a capital e maior cidade do Egito. É chamada de “al-Qahira” em árabe. Situada às margens do Rio Nilo, foi fundada no ano de 969.
Hoje é uma moderna metrópole com cerca de 10 milhões de habitantes, onde o trânsito é por vezes caótico. Conjuga em si o fascínio das majestosas pirâmides com o verdadeiro sabor do perfume oriental. Centro da cultura do mundo árabe, é uma das maiores cidades do mundo.
É a cidade das mil facetas, misturando os modernos arranha-céus com os “kasbahs” medievais. Museu aberto numa mistura de antigo e moderno convivendo nos seus bairros, ruas, ruelas e becos. Cheio de vida e de contrastes, cidade cosmopolita em culturas e gentes, que revela diferentes civilizações, contradições e diversidade das paisagens do Egito.
CAIRO ISLÂMICO: não mais islâmico que o resto da cidade, é um antigo quartel medieval. Pisar em seu território é como voltar no tempo seis ou sete séculos. O bairro abriga mais de 800 monumentos. Esta é a área mais densamente povoada do Egito, e provavelmente do Oriente Médio inteiro. Distritos como Darb al-Ahmar estão cheios de becos estreitos, casas de taipa, vendedores ambulantes de comida e cabras, camelos e burros. Há mesquitas e templos em todos os lugares e o ar está cheio com os odores fortes de cominho e turmeric (especiaria asiática), animais e mendigos.
A mesquita Al-Azhar é obrigatória. Fundada em 970, é considerada a universidade mais antiga do mundo. Guias aguardam os turistas na entrada, que é gratuita (mas eles pedirão uma colaboração em dinheiro pelas informações), e o conduzem ao interior, uma ilha de calmaria no animado bairro, mostrando a arquitetura harmoniosa. Seu Xeque é a mais importante autoridade teológica do país. Aproveite para observar os freqüentadores, que meditam, oram e até tiram uma soneca.
O coração do Cairo islâmico, com suas ruas estreitas e labirínticas, apinhadas de mesquitas, prédios antigos e lojas dedicadas ao comércio dos mais diversos tipos de mercadorias, está na região em torno do bazar Khan al Khalili, o antigo "soukh" (mercado árabe) da capital egípcia. No bazar, além de lojas para todos os gostos, há o famoso Naguib Mahfouz Coffee Shop, que leva o nome do mais conhecido escritor egípcio.
Outro local a ser visitado é o café El Fishawy, com uma parte externa, num beco logo à entrada do bazar, e uma sala interna, cujas paredes são forradas de espelhos. É um dos melhores pontos do Cairo para tomar chá e provar narguilé (tipo de cachimbo) nos sabores tradicional, morango, maçã ou framboesa. Inesquecível!
Bayt al Suhaymi é o melhor exemplo de arquitetura islâmica doméstica do Cairo, totalmente restaurada. É uma típica mansão do século XVI, com um amplo pátio interno, salões de festas, aposentos para as mulheres e salas de estudo para as crianças, meninas separadas dos meninos por uma divisória de madeira rendilhada. A casa era auto-suficiente, tudo o que era consumido por seus moradores, pertencentes a uma família de comerciantes ricos, era produzido aqui mesmo.








Alguns pontos de destaque no Cairo são:
MUSEU EGÍPCIO: situado no centro da cidade, na Praça Tahrir, alberga no seu interior a mais importante coleção de tesouros da arte dos Faraós. Saiba mais...
MESQUITA AZUL: A Mesquita de Aqsunqur, mais conhecida por Mesquita Azul, foi construída pelo Emir Aqsunqur durante os anos 1346-1347. Foi restaurada pelo turco Ibrahim Agha, que decorou seu interior com azulejos azuis, procedentes de Damasco, assim passou a ser chamada Mesquita Azul. No seu interior se encontram as tumbas de várias pessoas entre elas do próprio Aqsunqur em frente do santuário.
MESQUITA IBN TULUN: erguida em 879 no estilo arquitetônico característico do Iraque, inclusive com um minarete em formato de zigurate (templo babilônio antigo em forma de torre piramidal, com uma escada externa em espiral). Bem ao lado, fica o imperdível Museu Gayer-Anderson, normalmente não incluído nos tours da cidade. É uma casa de arquitetura tipicamente islâmica, muito bem preservada e decorada por um general inglês que lá viveu na primeira metade do século passado.
MAUSOLEU DE IMAN ASH_SAHFII: a maior tumba islâmica no Egito, onde um dos maiores santos do Islã foi enterrado.
FORTALEZA MEDIEVAL: foi o centro do poder egípcio durante 700 anos. Tem três mesquitas principais e vários museus.
KHAN EL-KHALILI BAZZAR: Conhecido como o bazar turco durante o período otomano, hoje é conhecido apenas como o “Khan”, que quer dizer “lugar”. Nas ruelas de Khan el Khalili podem-se encontrar artesanatos dos mais simples aos mais elaborados, perfumes, alimentos, especiarias, jóias, souvenirs das mais variadas espécies com motivos faraônicos e tudo que se puder imaginar. Sem dúvida, um lugar dos mais exóticos e que caracteriza de forma completa o Egito de ontem e de hoje.
Neste mercado árabe, em meio à vozes, animais domésticos e barracas de alimentos de todo gênero, num ir e vir de pessoas de todas as partes do mundo, observa-se artistas dos mais variados gêneros oferecendo os seus trabalhos manuais. O Khan el Khalili tem um cheiro todo próprio e inesquecível de especiarias.
Ao mesmo tempo pode-se acompanhar a elaboração de um objeto artesanal, passo a passo. Homens vestidos com suas túnicas (galabias) e seus turbantes, discutem exaltados compras e vendas de mercadorias. Outros, sentados nas calçadas pensam na vida e fumam observando o movimento diário.
Mudando de esfera, as tantas mesquitas do Cairo Islâmico dão lugar às muitas igrejas do bairro Cairo Antigo. Super conservador, concentra a comunidade copta, uma vertente do cristianismo. Para escapar da fúria de Herodes, Maria, José e Jesus fugiram para o Egito, onde viveram por quatro anos. Se a Bíblia não retrata o que a família fez durante o exílio, Theophilus, o patriarca da igreja copta, sonhou, em 500 d.C., com os lugares onde eles estiveram.
CAIRO COPTA: construído originalmente como uma cidade-fortaleza romana, sua origem antecede em 900 anos a fundação do Cairo Islâmico, e foi a morada de uma das primeiras comunidades Cristãs do mundo. Antes de se tornar majoritariamente muçulmano a partir do século VII, o Egito, então sob domínio romano e, posteriormente, bizantino, foi majoritariamente cristão. Porém, é um lugar santo para os judeus e muçulmanos como também para os cristãos coptas que viveram lá. A parte que ainda resta da Fortaleza de Babilônia é uma torre sobre um porto importante no Nilo, antes do rio mudar o curso. O Museu cóptico fica no térreo da torre e suas exibições cobrem a era Cristã do Egito entre 300 e 1000 d.C. Esta coleção estonteante inclui arte religiosa e secular, incluindo peças em madeira, pedra, metal, manuscritos, pinturas e cerâmica.
A Igreja de El Mouallaga fica perto do Museu Copta. Foi construída pelos romanos no século I a.C. Há também a Igreja de Abou Serga, não muito longe da de El Mouallaga. Diz-se que esta igreja marca o lugar onde José e Maria descansaram quando fugiram para o Egito.
Edfu
Antiga capital do Alto Egito é famosa pelo mais completo é bem conservado templo, datado da época greco-romana e dedicado ao Deus Horus - Deus do Sol com cabeça de falcão. Única testemunha completa da época Ptolomáica, é notável pelas pinturas e baixos-relevos que revelam bem a vida egípcia desse tempo.
Edfu está situada na margem esquerda do Nilo e foi chamada Gebau na antiguidade; em língua copta recebia o nome Atbo. Os gregos, incorporando Hórus a Apoio, batizaram-na com o nome de Apolinópolis Magna.
Sua importância como centro de culto do deus falcão Hórus é atestada desde as primeiras dinastias. No ano 237 a.C., sob o reinado de Ptolomeu III Evergetes I, iniciou-se a construção do grande templo de Hórus sobre as ruínas de um templo precedente. Os trabalhos continuaram sob Ptolomeu IV Filopator; o átrio hipostilo exterior foi concluído na época de Ptolomeu VIII Evergetes II, em 124 a.C., e as decorações foram completadas sob o reinado de Ptolomeu XII Neo Dioniso, em 57 a.C., 180 anos depois do início da construção.





TEMPLO DE EDFU: o templo que fazia parte de uma área sagrada muito ampla, que se estende por baixo da povoação atual, talvez devido a particular conformação geográfica do lugar, tem um insólito posicionamento em direção ao sul e não segundo o eixo leste-oeste, como na maioria dos outros templos.
O conjunto abarca um grande pilono, um pátio com pórticos que permite o acesso à primeira sala hipostila, ou pronau - cujo portal está precedido por uma célebre estátua de Hórus sob a forma de falcão - e uma segunda sala hipostila. A partir desta última chega-se à sala das oferendas, que continua com um vestíbulo; finalmente, entra-se no santuário, o espaço mais sagrado do templo. Aqui se encontra uma magnífica naos (espécie templo) de granito da época de Nectanebo II, que originalmente abrigava o tabernáculo com a imagem do deus. Ao redor deste eixo central, abrem-se numerosas salas, cada uma delas com uma função especifica, descrita nos textos que cobrem por completo as paredes e que tornam Edfu uma verdadeira biblioteca gravada na pedra. O templo de Edfu é um dos maiores e mais bem conservados do Egito.
Esna
A antiga Iunit - uma pequena cidade situada a 50 km ao sul de Luxor, na margem esquerda do Nilo - considerava sagrado um tipo de peixe do rio, o lates. Deriva desta crença o nome grego da cidade, Latópolis.
Aqui se venerava a Cnum, o divino oleiro de cabeça de carneiro, associado a Neit e a Heqa, personificação da magia. O templo ptolomaico de Esna, que remonta ao século I d.C, era dedicado a estas divindades.
Do edifício original não resta hoje mais que o vestíbulo hipostilo edificado na época do imperador Cláudio e em perfeito estado de conservação, apesar de ter sido transformado em igreja durante a época copta e utilizado em tempos mais recentes como depósito para colheita de algodão.
As ruínas do templo encontram-se em um fosso de uns nove metros de profundidade, circundado pelas casas da cidade, cujo nível se foi elevando progressivamente. O teto, decorado com cenas de astronomia e representações dos signos do zodíaco, é sustentado por dois grupos de nove colunas cada um. Somam-se a elas seis grandes colunas alinhadas em correspondência dos dois lados do portal de entrada. Os capitéis têm uma forma particularmente elaborada e elegante.
Os numerosos textos gravados nas paredes do templo e nas colunas contêm não apenas hinos e súplicas a Cnum, Heqa e Neit, como também valiosas informações sobre as festas e os atos litúrgicos de particular importância, que atraíam as pessoas das regiões limítrofes.
Deste templo conservou-se apenas uma sala hipóstila. O muro ocidental desta sala tem representações dos reis Ptolomeu VI e Ptolomeu VII. A sala hipóstila está decorada com baixos-relevos dos séculos I a III d.C., que representam deuses e o faraó a atirar uma rede sobre pássaros. As colunas contêm inscrições relativas às festas do ano sagrado de Esna.




Hurghada
No início dos anos 80, Hurghada começou a ser conhecida na indústria turística devido à sua beleza natural, praias, recifes de corais, peixes coloridos e o seu clima. Os investidores começaram a construir no local hotéis e resorts, transformando Hurghada hoje em um complexo turístico do Egito. A cidade tem cerca de 350 hotéis e resorts, além de agências de viagens, empresas de transportes, escolas e centros de mergulho e especialistas em safáris.
Hurghada está situada a beira do mar vermelho, e fica a 6 horas de carro do Cairo, e a 4 horas e meia de Luxor. A cidade conta com aeroporto local, facilitando o acesso entre cidades egípcias e internacionais.
Hurghada é dividida em 3 partes, El Dahar é a área antiga da cidade e é onde fica o antigo mercado e Bazar, a maior mesquita e a igreja. Já na área conhecida como El Sakala, você vai encontrar vários bazares, cafeterias, discotecas, a marina e o porto de Hurghada. A nova área é na rodovia turística que fica em frente aos hotéis, lá também há bazares, cafeterias e discotecas.
Hurghada oferece uma variedade de atividades que você pode desfrutar tanto no mar quanto no deserto. Os recifes de corais tornam snorkeling e mergulho, duas das atividades mais requisitadas pelos viajantes. Outros passeios ficam por conta do barco de vidro muito indicado para as crianças, onde é possível ver peixes, corais e a vida marinha. Para os amantes de esportes aquáticos há windsurfing, kitesurfing e waterskiing.








O deserto majestoso de Hurghada é maravilhoso assim como suas praias e corais. Para quem ama aventura e prefere as excursões pelo deserto e montanhas, as operadoras de safáris tem tours que englobam safári com jeep 4x4, quad bike, passeios de camelo e imersão na cultura beduína através da gastronomia, música e festa.
SUBMARINO SINDBAD: é um dos passeios mais fascinantes em Hurghada, o submarino navega todos os dias de 2 a 3 vezes por dia, e leva 44 passageiros a fim de ver a vida marinha do mar vermelho.

EL GOUNA: é uma nova cidade situada a 25km ao norte de Hurghada, tem em torno de 18 hotéis e muitas vilas particulares. Tem um aeroporto privado e também uma marina. El Gouna tem muitas atividades especialmente relacionadas ao esporte aquático, como mergulho, windsurf, kitesurf, waterskiing, paralysing e snorkeling. As três áreas principais de El Gouna: Downtown, Praça Tamr Henna e Abu Tig, possuem lojas, bares e restaurantes.
ILHAS GIFTUN E MAHMYA: Hurghada tem muitas ilhas longe da cidade, mas há duas grandes ilhas que são as mais famosas e você pode com certeza visitá-las. As ilhas de Giftun e Mahmya são as principais atrações para quem quer fazer snorkeling e passeios de barco. As ilhas tem recifes de corais lindos e uma vida marinha bem exótica. As excursões para fazer snorkeling incluem no itinerário 1 hora de relaxamento da Ilha de Giftun.
Durante sua hospedagem em Hurghada há muitos lugares que você pode visitar e descobrir a história dos faraós. Com voos diários saindo de Hurghada direto para o Cairo, você pode fazer passeios para conhecer as incríveis Pirâmides de Gizé, a antiga capital de Memphis, Saqqara e a pirâmide de degraus, Dahshur, o Museu Egípcio, o Cairo Islâmico e o Cairo Copta, a Cidadela de Saladino e muito mais.
Além disso você também pode viajar de Hurghada até Sharm el Sheikh e também visitar o Monastério de Santa Catarina e a Montanha de Moisés, e ainda fazer um bate e volta em Petra na Jordânia.
Karnak
Karnak é uma pequena localizada na margem oriental do rio Nilo, em frente a Luxor, a área da antiga Tebas , que abrigava o complexo religioso mais importante do Antigo Egito.
O complexo de santuários, intercalados por obeliscos, salões e pilonos, mede 1,5km por 800m de largura. O complexo foi erguido ao longo de 1500 anos. As construções mais antigas são de antes de 1700 a.C., mas boa parte foi construída entre 1570 e 1090 a.C. Vários faraós imprimiram suas marcas no templo, em forma de pilonos, pinturas, relevos e obeliscos, como Seti I, Amenhotep III, Ramsés II, Hatshesput. Só na época de Ramsés II, 80 mil homens trabalharam em Karnak. Essa série de monumentos era o lugar principal de adoração nos tempos de Thebas. Por 1500 anos, ele foi edificado, transformado, redecorado. Considerado “o mais perfeito dos lugares”.
Do lado de fora, vale a pena pagar um pequeno baksheesh (gorjeta) aos guardas para subir nas arquibancadas reservadas para o espetáculo de luz e som (leia mais...) que acontece à noite. Lá do alto, tem-se uma idéia melhor do tamanho do complexo. Ao lado fica um lago sagrado, construído para que os sacerdotes se purificassem.
Karnak é dedicado a três deuses, a tríade tebana: Amon (que se tornaria Amon-Rá, rei dos deuses, às vezes representado com chifres de carneiro), - santuário maior e central; deusa Mut (mãe simbólica dos faraós, associada ao abutre) e Khonsu (deus da lua, filho de Amon e Mut).
Assim como o templo de Luxor, dá uma boa idéia da arquitetura típica dos complexos religiosos egípcios. Abrange quatro pátios, dez pilonos, um lago sagrado e numerosos edifícios. O último faraó que fez obras importantes foi Nectanebo I, na época da XXX Dinastia. Deve-se a ele o enorme pilono e a avenida de esfinges com cabeça de carneiro (um dos animais consagrados a Amon), pela qual se chega, até hoje, ao templo.






Faça um tour por Karnak:
A partir do primeiro pilono de Nectanebo chega-se ao primeiro pátio, no qual Seti II e Ramsés III edificaram duas capelas de descanso para as embarcações sagradas que, na época de sua construção, eram externas ao templo. A face leste do primeiro pátio está delimitada pelo segundo pilono e sua porta, ladeada por algumas estátuas de Ramsés II de grandes dimensões, das quais a mais impressionante, na face norte, foi usurpada pelo faraó Pinedjem I da XXI Dinastia (1054-1032 a.C.).
Passando o segundo pilono, entra-se na parte mais impressionante do templo, constituída pela sala hipostila, compreendida entre o segundo e o terceiro pílono, com suas 134 enormes colunas de mais de 20m de altura, que simbolizavam o pântano primordial. A construção desta parte foi iniciada por Seti I, continuada por Ramsés II e completada por seus sucessores. Atravessando o terceiro pilono, construído por Amenhotep III, chega-se a uma área particular que marcava o ponto de encontro dos eixos sagrados do mundo: o eixo celeste cruzava-se com o eixo terrestre e este encontro era marcado por quatro obeliscos levantados por Tutmés I e Tutmés II (dos quatro, hoje só resta um, o de Tutmés I).
Entre o quarto e o quinto pilonos encontra-se um vestíbulo transversal, chamado antigamente Uagit adornado na origem com grandes colunas. Aqui a rainha Hatshepsut mandou erguer seus dois obeliscos, dos quais apenas um permanece no local. Ultrapassado o sexto pilono, chega-se à capela construída por Felipe Arideu (323-317 a.C.), meio-irmão de Alexandre Magno, e entra-se no grande pátio que remonta ao Médio Império, delimitado a leste pelo Akhmenu, edifício construído por Tutmés III, no qual, além da famosa “Sala das festas”, encontra-se o chamado “Jardim botânico”. Este último é constituído por um conjunto de salas decoradas, principalmente, com representações de plantas e de animais de procedência exótica (principalmente da Síria e da Palestina, onde o faraó havia empreendido numerosas campanhas militares) ou de características extraordinárias. A função mais provável deste setor do templo, é que os antigos egípcios quisessem representar nestes aposentos a variedade de formas e de espécies da natureza.
Mais para o leste, fora da muralha que delimita o templo de Amon, observam-se as ruínas do templo amarniense construído por Amenhotep IV - Aquenaton antes de abandonar Tebas por sua nova capital Aquetaton, em Amarna. Entre o terceiro e o quarto pilono, chega-se no pátio denominado “da cachette”, onde, em 1901, o arqueólogo francês Legrain descobriu um esconderijo, no qual os sacerdotes de Amon haviam tornado a colocar, provavelmente na época ptolomaica, 17 mil estatuetas de bronze e cerca de 900 grandes estátuas de pedra.
O “pátio da cachette” está delimitado ao sul pelo sétimo pilono, em cujo flanco encontra-se o lago sagrado, imagem do oceano primordial, do qual foi criado o mundo. Depois o oitavo e o nono pilonos; esse último edificado por Horemheb, reutilizando para preenchê-lo os magníficos blocos decorados dos templos dedicados a Aton. A leste do nono pilono, encontra-se o templo consagrado a Khonsu, que junto com seus pais Amon e Mut é venerado na tríade tebana.
O décimo pilono assoma-se ao recinto externo do templo, no qual se inicia um dromos de esfinges com cabeça de carneiro que unia o templo de Amon ao de Mut; daqui partia um segundo dromos com esfinges androcéfalas, que unia Karnak a Luxor. É difïcil imaginar hoje a importância e a riqueza do templo de Amon quando de seu máximo esplendor, visto que o patrimônio dos sacerdotes de Amon, alimentado continuamente com as conspícuas oferendas ao deus, do qual os sacerdotes eram os guardiões, rivalizava (e às vezes superava) com o patrimônio do próprio faraó. Segundo é relatado no Papiro Harris, mais de 20 mil pessoas trabalhavam a serviço do templo.
Kom Ombo
Kom Ombo, em grego Ombos, deriva do nome egípcio Nubt, “a cidade do ouro”, em referência à importância do comércio do valioso metal neste centro.
Situada a 60 quilômetros ao sul de Edfu, não distante da desembocadura do Wadi Hammamat, era a principal via de comunicação entre o Nilo e o Deserto Oriental, com suas célebres minas de ouro.
O templo de Kom Ombo foi fundado durante a XVIII Dinastia, na época de Tutmés III, mas o edifício atual foi iniciado sob o reinado de Ptolomeu VI Filometor e de Ptolomeu VIII Evergetes II, completando-se na época romana sob o reinado dos imperadores Tibério, Domiciano e Caracala, que mandaram construir duas capelas externas dedicadas a Hator e a Sobek, respectivamente.
A característica que diferencia o templo de Kom Ombo de todos os outros é que se trata de um templo duplo, dividido em sentido longitudinal e dedicado a duas divindades diferentes: Sobek, o deus de cabeça de crocodilo, e Haroeris, “Hórus o Velho”, de cabeça de falcão. Os dois eixos paralelos do templo têm cada um deles um portal de entrada, mas conectam-se entre si em sentido transversal. Na teologia local, Haroeris fazia parte de uma tríade, na qual estava associado a Tasenetnofret, “a boa irmã”, a sua esposa, e a seu filho Panebtaui, “O senhor das Duas Terras”; do mesmo modo, Sobek estava incorporado a uma segunda tríade junto com Hator e Khonsu.
No entanto, esta subdivisão não era muito rígida e às vezes as duas mães e os dois filhos confundiam-se ou incorporavam um ao outro em complicadíssimas construções teológicas. Além das duas divindades principais, Sobek e Haroeris estavam relacionados com dois dos deuses mais antigos da teologia heliopolitana, Geb e Shu, respectivamente. Na parte externa da muralha do templo, de tijolo cru, vêem-se os restos de um poço da época ptolomaica, um mammisi, "lugar de nascimento", onde celebravam as cerimônias de evocação do nascimento do deus Hórus, e a pequena capela de Hator, que contém uma centena de múmias de crocodilos, animais consagrados a Sobek, procedentes de uma necrópole sagrada dedicada a eles.






Luxor
É aqui em Luxor que se sente bem de perto a grandeza e o poder da civilização egípcia do passado. A cidade dos palácios para os árabes, a cidade das "cem portas" para Homero, foi Tebas para os egípcios. Luxor é um dos mais importantes centros arqueológicos do mundo, cuja grandeza arquitetônica está ligada à história das diversas dinastias dos Faraós, que aqui concentram o maior número de monumentos.
A cidade foi construída no local da cidade antiga de Tebas que floresceu durante a época de ouro dos faraós, no período da 18ª, 19ª e 20ª dinastias, de 1550 a.C. a 1069 a.C. Nesse período ergueram-se as partes principais do templo de Karnak; Amon-Rá consolidou-se como o maior dos deuses e a tradição de enterrar faraós no Vale dos Reis foi estabelecida.
A arquitetura monumental magnífica em excelentes condições faz dele um dos lugares mais visados no Egito. Belo de dia, maravilhoso à noite, iluminado por luzes amarelo-ouro.
O roteiro em Luxor divide-se entre as atrações dos lados oeste onde fica o Vale e a leste, onde fica a cidade. O grande destaque desse lado é, sem dúvida, Karnak.







TEMPLO DE LUXOR
O Templo de Luxor fica no meio da cidade, cercado de hotéis, prédios residenciais e comerciais. Foi construído pelo faraó Amenophis III no local de um outro templo de Tebas e ampliado por Tutankamon, Ramses II, Nectanebo, Alexandre o Grande e vários romanos.
O nome Luxor deriva da palavra árabe el-Uqsor, plural de el-Qasr, que significa acampamento ou fortificação, referindo-se a dois acampamentos militares que aqui se estabelecerem na época romana.
O propósito do templo era servir de “ninho de amor” aos deuses. Uma vez por ano, no segundo e no terceiro mês da estação das inundações, realizava-se uma grande festa em que as imagens dos três deuses eram levadas através das águas do Nilo. As estátuas de Amon e sua parceira Mut eram transportadas de Karnak para cá, num bote sagrado, e deixadas num santuário por 24 dias e noites. O faraó encontrava Amon e tinha o seu poder renovado. O festival Opet, como era chamado, está retratado nas paredes. Enquanto o povo celebrava, os deuses se entendiam.
O templo de Luxor abrangia, em sua origem, uma grande colunata com 14 colunas em forma de papiro de 19 metros de altura (sua circunferência era de quase dez metros), delimitada a leste e oeste por uma muralha adornada com relevos inspirados em momentos da festa de Opet. Pela colunata, que foi concluída e decorada na época de Tutancâmon (1334-1325 a.C.), entrava-se no magnífico pátio fechado por uma fileira dupla de colunas, delimitado ao sul pela sala hipostila. Daí passava-se à parte interna do templo, que compreende uma série de quatro antecâmaras, alguns aposentos anexos e o santuário da embarcação sagrada, que corresponde ao compartimento mais interno, cujo pavilhão foi reconstruído por Alexandre Magno.
Posteriormente, Ramsés II ampliou o templo dando-lhe a forma atual mediante a construção do primeiro pilono (palavra que deriva do vocábulo grego pilon e significa “grande porta”), decorado com relevos que representam a batalha de Kadesh, na Síria (1274 a.C.); o primeiro pátio, e, na seção mais interna do templo, um santuário triplo para as embarcações de Amon, Mut e Khonsu, que constituíam a tríade tebana. O pátio de Ramsés II, delimitado por um peristilo de 74 colunas papiriformes dispostas em fileira dupla e decorado com 16 estátuas do próprio faraó, abrange no lado setentrional uma capela tripartida dedicada à tríade tebana que remonta à época de Hatshepsut; no lado oriental foi construída, no século VI dc., uma igreja bizantina sobre a qual, durante o período dos sultões Aiúbidas (século XII d.C.), foi erguida a mesquita de Abu el-Haggag, ainda hoje em funcionamento. Também durante o reinado de Ramsés II, foram levantados dois grandes obeliscos que precediam o primeiro pilono e que o paxá do Egito Mohammed Ali doou à França, em 1819. Um dos dois obeliscos, o ocidental, de mais de 22 metros de altura e 220 toneladas de peso, foi levado para Paris em 1836 e instalado na Place de La Concorde, onde se encontra até hoje. O segundo permaneceu no local porque a França renunciou definitivamente a seus direitos de propriedade em 1980.
Trabalhos de escavação na área do templo foram iniciados, em 1885, pelo arqueólogo francês Gaston Maspero, então diretor do Service des Antiquités Égyptiennes, e determinaram o aspecto que a construção apresenta agora. Neste templo, em 1990, ocorreu uma das descobertas mais importantes dos últimos anos: durante algumas sondagens para comprovar a estabilidade das colunas do pátio de Amenhotep III, foi encontrado um “esconderijo” que abrigava magníficas estátuas. A mais bela, de quartzito vermelho, representava o faraó e tornou-se a peça mais famosa do Museu de Luxor.
O templo de Luxor fica aberto até a noite, quando luzes artificiais iluminam colunas, paredes e desenhos, conferindo-lhes um aspecto de misteriosa beleza. Faça um passeio de carruagem!
Península do Sinai
Cobiçado pelos faraós do Egito por conta de suas reservas de turquesa, cobre e ouro, o Sinai é igualmente disputado por turistas em busca de suas areias com palmeiras e das límpidas águas do mar Vermelho, ricas em vida marinha. A estreita ligação com passagens do Antigo Testamento faz do interior do montanhoso Sinai uma área importante para as religiões judaica, islâmica e cristã.
A Península do Sinai forma um triângulo entre os golfos de Ácaba e de Suez, ambos prolongamentos do mar Vermelho. Embora pertença ao território egípcio, Israel e Jordânia também possuem pequenos trechos na costa do mar Vermelho - Eilat e Ácaba, respectivamente.
O nome “Sinai” provavelmente deriva de “Sin”, deus da lua adorado pelos egípcios ainda na época dos faraós. No entanto, a região ficou mais conhecida pela Bíblia, que a definiu como “a grande e terrível amplidão” transposta por Moisés e seu povo na travessia de 40 anos entre o Egito e a Terra Prometida. Segundo a tradição, teria sido aqui que Deus dirigiu-se a Moisés pela primeira vez, por meio de uma sarça ardente. No Monte Sinai, o líder dos judeus também teria recebido os Dez Mandamentos.
A península já foi tomada por diversos exércitos, entre eles o israelense, que, bem mais recentemente, ocupou essa região de 1967 a 1982, quando o local foi devolvido ao Egito pelos Acordos de Camp David. Nos anos seguintes, o turismo cresceu muito, com a construção de balneários no sul do Sinai e na costa leste da península, como Sharm el-Sheikh.
Porém ainda há muito de selvagem na amplidão. A parte interna do Sinai permanece praticamente desabitada, com oásis como o de Feiran, oculto entre as montanhas. As paisagens submarinas do mar Vermelho são inesquecíveis: os enormes recifes abrigam mais de mil espécies marinhas, o que faz daqui um dos melhores pontos de mergulho do planeta.






DEUS DÁ A MOISÉS OS 10 MANDAMENTOS
Êxodo, capítulo 19
23 Moisés respondeu ao Senhor: "O povo não poderia subir o monte Sinai, pois vós no-lo ordenastes expressamente, dizendo: fixa limites ao redor do monte, e declara-o sagrado." 24 "Vai, disse-lhe o Senhor, desce. Subirás em seguida com Aarão; porém, não ultrapassem os limites os sacerdotes e o povo ao subir junto do Senhor, para não acontecer que ele os fira." 25 Moisés desceu então ao povo e falou-lhe.
Êxodo, capítulo 20
1 Então Deus pronunciou todas estas palavras: 2 "Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de minha face. 4 Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. 5 Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, 6 mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7 "Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro. 8 Lembra-te de santificar o dia de sábado. 9 Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. 10 Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros. 11 Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou. 12 Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus. 13 Não matarás. 14 Não cometerás adultério. 15 Não furtarás. 16 Não levantarás falso testemunho contra teu próximo. 17 Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence." 18 Diante dos trovões, das chamas, da voz da trombeta e do monte que fumegava, o povo tremia e conservava-se à distância. 19 E disseram a Moisés: "Fala-nos tu mesmo, e te ouviremos; mas não nos fale Deus, para que não morramos." 20 Moisés respondeu-lhes: "Não temais, porque é para vos provar que Deus veio e para que o seu temor, sempre presente aos vossos olhos, vos preserve de pecar". 21 E o povo conservou-se à distância, enquanto Moisés se aproximava da nuvem onde se encontrava Deus. 22 O Senhor disse a Moisés: "Eis o que dirás aos israelitas: vistes que vos falei dos céus. 23 Não fareis deuses de prata, nem deuses de ouro para pôr ao meu lado. 24 Tu me levantarás um altar de terra, sobre o qual oferecerás teus holocaustos e teus sacrifícios pacíficos, tuas ovelhas e teus bois. Em todo lugar onde eu fizer recordar o meu nome, virei a ti para te abençoar. 25 Se me levantares um altar de pedra, não o construirás de pedras talhadas, pois levantando o cinzel sobre a pedra, tê-la-ás profanado. 26 Não subirás ao meu altar por degraus, para que se não descubra a tua nudez.
Sharm El-Sheikh
De origem humilde e nascendo como uma pequena vila de pescadores, Sharm el-Sheikh começou a se expandir para se tornar uma importante base naval egípcia. Hoje, é uma cidade próspera que vive do e para o turismo.
Sharm el-Sheij, também conhecido como Sharm el-Sheikh está localizada na península do Sinai, na costa do Mar Vermelho, o mar mais lindo do mundo, com água suavemente turquesa.
Se comparássemos Sharm el-Sheikh a algum destino espanhol, poderia ser algo semelhante a Ibiza. É uma cidade multicultural, você vai perceber isso pela quantidade de línguas diferentes que vai ouvir ao andar por lá. Pessoas de diferentes países, origens e culturas se reúnem e compartilham celebrações, histórias e costumes.
A parte mais animada da cidade é a Baía de Naama, com uma vida noturna espetacular que conta com inúmeros restaurantes e esplanadas, e ainda com casa noturna para quem quer festejar.
As principais atividades que acontecem em Sharm el-Sheikh são o mergulho em Jolanda Reef e o snorkeling em Paradise e Ras Um Sid. A maioria dos hotéis possui clube de mergulho próprio e saídas diárias. Outras atividades que podem ser apreciadas incluem o quadriciclo no deserto, corrida de kart e passeios de camelo.
Ras Mohammed National Park: Descubra a beleza deslumbrante do primeiro Parque Nacional do Egito, onde você vai encontrar praias selvagens, espetaculares formações rochosas, paisagens desérticas, manguezais e recifes de coral extraordinários.
Sharm al-Maya: é o Mercado Antigo da cidade. É onde as lâmpadas árabes cintilantes, os tradicionais narguilés e os trabalhos em madeira finamente gravados podem ser encontrados. O melhor horário para visitar o mercado e fazer compras é no fim da tarde, quando o calor diminui.




